quinta-feira, 18 de junho de 2009

Peças gays têm apresentações gratuitas em SP

Peças com temática homossexual estão na programação da Festa do Teatro, evento que acontece em São Paulo entre os dias 19 e 28 de junho e que vai distribuir cerca de 32 mil ingressos gratuitos em postos instalados no Centro Cultural São Paulo e Teatro Municipal.

Com o objetivo de promover o acesso à diversidade da produção contemporânea, a Festa do Teatro abrange desde o teatro de grupo até as grandes produções, entre elas os musicais "A Noviça Rebelde" e "A Bela e a Fera".

Clássicos como "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues, e "A Comédia dos Erros", de Shakespeare, também estão na programação. Entre as peças que abordam de alguma forma a homossexualidade estão "Agreste", de Newton Moreno, "Tanto", de João Fábio Cabral, "Honey", de Shelagh Delaney, "Eu Te Amo por 48 Horas", de Paulo Moraes, e comédias como "Coisa Boa pra Você", "O Amante do Meu Marido", "O Analista de Bagé e o Filho Gay" e ainda "Segunda Acontece", que reúne algumas das drags mais famosas de São Paulo.

A distribuição dos ingressos começa nesta quinta-feira (18/06) e estão limitados a dois por pessoa em cada posto. No total, 118 espetáculos participam do evento patrocinado pela concessionária de rodovias CCR e produzido pelo grupo Parlapatões, Chaim Eventos e J. Leiva.

Informações sobre as peças, número de ingressos por peça e formas de distribuição você encontra no site http://www.festadoteatro.com.br/.

OS 7 MICOS PÓS-PARADA

Assassinato de um turista francês (2007), um homem teve a perna amputada após cair de trio elétrico (2008), uma bomba feriu dezenas numa esquina do Arouche (2009)...A Parada Gay de São Paulo "morreu" mesmo simbolicamente, como se comentou aqui na semana passada.

O que era para ser um capítulo de direitos humanos virou de novo assunto para as páginas policiais mais sangrentas. Quem perde tempo chutando cachorro morto já se assanha com investigações sobre a caixa-preta das tesourarias do movimento homossexual brasileiro.

Atualmente, há mais de cem paradas e eventos similares no país. No próximo ano, será um relevante palanque eleitoral. De boas intenções, sabemos, o inferno está cheio. Foi só burrice gastar R$ 50 mil para fazer uma rampa temporária na Paulista com Consolação só para manter o fetiche de que "ocupamos a avenida mais famosa da cidade"?


Enquanto o mundo lá fora encena, pela enésima vez, essa farsa grotesca de "preocupação sincera" com as vítimas da intolerância, prefiro perder meu tempo com o microcosmo daquelas pessoas que conseguiram adicionar uma novidade real em suas vidas após a semana de eventos sob o pretexto da Parada Gay.
E entre as histórias que ouvimos, o site "ACAPA" resolveu listar uma compilação de sete micos que costumam explodir depois da temporada do Carnaval gay:

1- "Não era amor, mas só uma transa acidental"
Matar o cio é a prioridade de muitos durante a Parada. São Paulo é um paraíso. Com o olhar ou gesto certeiro, arranja-se fácil um sexo casual nas ruas, bares e clubes. É como um zoo: homens de todos os tipos, olhos de todas as cores, corpos de todas as alturas e formatos. Naquele cantinho do inconsciente, escondidinho, há quem sonhe em transformar uma transa rápida e animalesca em um relacionamento ou até um grande amor. Idealização demais, frustração na certa. Não morra por isso.

2- "Me apaixonei por um gogo boy ou michê"
Na cidade com mais gogo boys e garotos de programa no país, os corpos musculosos e sarados marcam a memória de quem se inicia na noite gay ou está na fase de descoberta de seus desejos homoeróticos. Com os hormônios à flor da pele, não é raro ficar hipnotizado por alguém dançarino a ponto de pedir seu telefone ou sentir que aquele michê é o homem de sua vida. Se estatística e empirismo valem para alguma coisa, fuja dessa roubada. As histórias de amor envolvendo a categoria são exceções.

3- "Estou amando alguém de outra cidade"
O melhor da Parada é encontrar gente de outras cidades. Esse choque de percepções enriquece o repertório de ambos os lados. O problema é o drama de se apaixonar por alguém que mora distante. Se o sentimento se torna sério, alguém terá de ceder, mudar, enfim, uma solução para os encontros terá de surgir a contento. Se há muito ciúme, mentira ou interesse financeiro de uma das partes, é uma dor de cabeça. Não se precipite em se jogar nessas aventuras drásticas de trocar tudo por um bofe.

4- "Fui roubada após um beijo de amor"
Beijar na boca é um dos esportes da micareta gay. Há chupões de boca de horas. Nem se impressione. Há casos que tanta "paixão" no beijo é só efeito de algumas drogas. Para os românticos, pode ser o início de uma história de amor. Quem curte "boy" sofre mais. A carência acumulada confunde a razão, minimiza os perigos e, pimba!, rolam golpes como "boa noite cinderela". Reconstrua a autoestima, esqueça a vergonha, converse com alguém experiente e confiável. Há sempre uma pulsão de morte ao brincar com "boys do mal".

5- "A primeira overdose ninguém esquece"
Com o domingo frio, houve abusos na avenida. A indústria, muito esperta, botou o sangue de boi em garrafinhas de plástico. É no Carnaval mesmo que se toma o primeiro ou pior porre. Isso nem é mais um problema, já que drogas detonam um vexame bem assustador. Ecstasy, GHB, Special K, cocaína, enfim, muita gente experimenta sua "bad trip" durante a folia gay. A ressaca moral é braba. Se rolar blitz e prisão, é queima filme na certa. Prometa uma reabilitação, limpe sua imagem, monte um projeto de caridade ou uma ONG.

6- "Peguei HIV no barebacking"
Se sua fantasia era protagonizar "Calígula", não havia lugar melhor: novas saunas, orgias e encontros reais de comunidades de sexo do Orkut...Um slogan da época do terror da Aids ainda está atualíssimo: quem vê cara não vê Aids. Ele é um deus grego, mas tem o vírus. Se está revoltado com sua situação e o mundo, pode até te infectar intencionalmente. Sem falsos moralismos: você tem o direito também de querer ser infectado, de receber o "presente", no seu momento "Crepúsculo" ("te amo, não tenho medo, quero morrer com você") ou no pior caso de depressão suicida ("barebacking" é uma roleta russa para quem já desistiu da vida, mas não quer sair de cena bruscamente). Se foi só acidente, irresponsabilidade sua de dispensar a camisinha, corra para fazer o teste, trate-se e busque um grupo de apoio.

7- "Estou atolada em dívidas"
O ano parece ser dividido entre antes e depois da Parada, como se fosse o nosso Réveillon. Fizemos investimentos, perdemos dinheiro com decisões erradas (nunca escolha uma festa pela boniteza do flyer ou mantras da mídia), detonamos no cartão de crédito, seja no delírio consumista do "eu mereço, eu posso, eu não vou ser tombada pelas outras", seja pela fantasia do "dia de princesa", gastando mais do que suas posses nas ruas 25 de Março, Oscar Freire ou Daslu, ou nos bares e restaurantes badalados. Não adianta reclamar que a cerveja custa 3 vezes mais do que em outros lugares do país. São Paulo tem as melhores opções para tudo, mas apenas para quem tem muito dinheiro. Aprendeu a lição? Não, nunca aprendemos, somos imperfeitos movidos à atenção, à carinho e ao toque. Quem gozou, gozou. Quem não gozou, talvez não tenha perdido grande coisa. Bom ano para todos.

*Sérgio Ripardo é jornalista e autor do "Guia GLS SP" (Publifolha). Fale com ele: http://sergio.ripardo.blog.uol.com.br/.

Homem espancado após Parada Gay morre de traumatismo craniano

O hospital Santa Casa de São Paulo acaba de confirmar a morte do homossexual Marcelo Campos Barros, 35. Segundo o laudo médico divulgado, ele teve morte cerebral causada por espancamento.
Marcelo está entre as vítimas de ataques homofóbicos ocorridos após a realização da 13ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Ele foi espancado na rua Araújo e por conta das agressões sofreu traumatismo craniano. O rapaz ainda está ligado a aparelhos, mas sem chances de vida.

Eu acho muito triste,ver um rapaz novo trabalhador,morrer assim,por causa da ignorancia dos chamados heteros civilizados e certinhos,claro que nao podemos generalizar,existem heteros evoluidos e humanos,ja pensou se os gays fossem contra os heteros e derrepente em bandos os atacassem ate a morte,e bom se colocar no lugar dos outros as vezes.

E fico me perguntando será que é válido ir na rua , ser um militante gay ? E que um evento como este não oferece segurança?Creio que não!!!!

Foi muito chocante este hóbito homofóbico e digo que estarei com medo de ir qdo tiver a Parada aqui em Campinas. Um evento deste nível deve oferecer segurança no mínimo, somos pessoas normais como qualquer um ..é lamentável este fato.Os montros e bixos como estes é que não deveriam estar soltos nas ruas, para não cometerem este fato... Lugar de bixo é na jaula.. e de assassino é na cadeia..


Vale lembrar galera, que por conta dos ataques ocorridos após a parada gay, grupos gays estão organizando para este sábado (20/06) manifestação contra a homofobia na Av. Dr. Vieira de Carvalho as 19h (vale a pena se manifestar, mais tomem cuidado para não andarem sozinhos pela cidade neste dia e muito menos em lugares mais desertos, infelizmente!).

"DUNIDA DE QUINTA": Será que ele é?

Caro amigo leitor, como de costume, toda quinta-feira temos aqui no meu blog a divertida brincadeira "DÚVIDA DE QUINTA": apontando sempre algum famoso para que vocês possam me dizer se é do babado ou não!

Vítima de hoje: Reynaldo Gianecchini
Reynaldo Cisotto Gianecchini Júnior nasceu dia 12 de Novembro de 1972 em Birigüi, São Paulo e é modelo e ator brasileiro. Foi casado com a jornalista e apresentadora Marília Gabriela de 58 anos.
A sua primeira novela foi Laços de Família, onde era protagonista interpretando Edu. Foi muito criticado, mas depois com o estudo e a experiência subiu na preferência dos brasileiros.


Contudo, a teoria que rola lá é sempre a de "um amigo me disse" que o casamento dele com a Marília Gabriela era de fachada e que, na verdade, ele pegava mesmo era o filho da Gabi, que era da mesma idade que ele. E que ela só fez isso para proteger os dois moçoilos indefesos.
É uma história bizarra? Sim! Mas, reparem nos trejeitos e nas falas do Reinaldo. Ele é um tanto quanto dúbio e tem um estilo bem característico.

E vocês, acham o que? É ou não é?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Olímpiada gay na Alemanha em Julho

A cidade de Colônia, na Alemanha, realiza entre 31 de julho e 7 de agosto a 8ª edição dos Gay Games, espécie de Olimpíada alternativa dirigida ao público LGBT.
Com a expectativa de reunir 12.000 atletas, durante uma semana a cidade será palco de competições esportivas e apresentações típicas da tradição germânica. O lema desta edição é "Be part of this" (Faça parte disso).

O objetivo dos organizadores é lutar por uma coexistência mais tolerante e pacífica. Os jogos são abertos a todos aqueles interessados em participar - independente da orientação sexual - e não há critérios de qualificação.

Para a abertura, que acontecerá no RheinEnergieStadion, Colônia espera receber 3.400 expectadores.

Badminton, basquete, vôlei de praia, sinuca (bilhar), bodybuilding, boliche, hockey no gelo, patinação artística, squash, tênis, saltos ornamentais, hoquey no campo, futebol, levantamento de peso, golf, handball, patinação de velocidade inline, lutas, atletismo, nado sincronizado, tênis de mesa, vôlei, ciclismo, xadrez, natação, vela, softball, escalada, tiro, dança, triathlon e pólo aquático são as modalidades de competição.

Entre um jogo e outro, o público poderá conferir apresentações de coral, cheerleaders, artes visuais, festival de bandas e Internatinal Rainbow Memorial Run.

Concebido pelo Dr. Tom Waddell, um atleta olímpico de decatlon, o Gay Games teve sua primeira edição em San Francisco (EUA), em 1982. Desde então, o evento já ocorreu em Vancouver (1990), Nova York (1994), Amsterdã (1998), Sydney (2002) e Chicago (2006).
Os jogos são organizados de quatro em quatro anos pela Federação do Gay Games.

Reconhecida como uma cidade que respeita as diferenças, Colônia é sede de um dos maiores festivais gay da Europa, o Christopher Street Day.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

SABOREIE O RESULTADO DA ENQUETE DESTA SEMANA:"Você já pegou algum hétero?"

A enquete desta semana me fez refletir: Será que é tão difícil vivenciar a própria sexualidade? Por que não derrubar as barreiras que dividem o desejo hétero do gay? Sentir atração por pessoas do mesmo sexo faz com que alguém seja considerado homossexual?

É impressionante como nos dias de hoje as barreriras da sexualidade estão cada vez mais sendo quebradas, está ficando impossível distinguir os héteros dos gays. E acredito que seja natural um cara hétero ter uma experiência homossexual e nem por isso deixar de ser hétero.
Prova disso foi o resultado da minha enquete esta semana: "Você já pegou algum hétero?"... e a resposta "Sim" foi avassaladora com 95%, praticamente uma inanimidade.
Com este resultado muita gente pode tirar conclusões preciptadas como a de que no mundo só tem gays e os héteros estão extintos. Porém, eu não vejo desta forma, e sim como um fato de que as pessoas estão mais abertas á novas experiências sexuais e estão percebendo que assim como na guerra, no amor e no sexo vale tudo!! (adorooo.. heheehh).

E aproveitando o assunto, fiquei sabendo do filme "The art of being Straight" (A Arte de ser Hétero), pois trata-se de um filme que ajuda a responder muitas destas perguntas. O longa, que vem sendo exibido em festivais gays dos EUA, conta a história de homens e mulheres que estão numa fase de "confusão sexual". Os personagens, quase todos se aproximando dos 30 anos, vivem experiências que os fazem refletir se vale mais a pena assumir seus próprios desejos ou mentir sobre sua orientação sexual e se entregar à ditadura moral da sociedade.

Prometo que ainda hoje coloco pra vocês o trailer do filme (em inglês)"The art of being Straight" que por sinal ainda não tem data para estrear por aqui.

Mas por enquanto quem quiser pode dar uma conferida lá no you tube.